Resumo
Este estudo teve como objetivo descrever o impacto da gordofobia na saúde mental e a importância do atendimento humanizado a pacientes obesos, destacando a necessidade de combater o preconceito e promover a integralidade no cuidado. A metodologia consistiu em uma revisão integrativa da literatura, com análise de artigos científicos publicados entre 2006 e 2022, extraídos de bases como SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando termos, como: "Saúde", "Estigma", "Obesidade", "Humanização" e "Gordofobia". Os resultados revelaram que a gordofobia, entendida como aversão a pessoas gordas, está enraizada em padrões sociais e reforçada por estereótipos, afetando negativamente a qualidade do atendimento em saúde. Discutiu-se que profissionais frequentemente associam obesidade a falta de autocontrole, culpabilizando os pacientes e negligenciando suas necessidades, além da falta de infraestrutura adequada em serviços de saúde. Conclui-se que a gordofobia é uma realidade prejudicial, exigindo mudanças na formação dos profissionais de enfermagem e saúde para incorporar práticas humanizadas, combatendo preconceitos e garantindo um cuidado equânime e digno a todos os pacientes, independentemente de seu peso.
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